Nossas conquistas:
Os avanços de Pedro...
O aluno Pedro sofre de paralisia cerebral parcial, está no quarto ano e tem 11 anos.
O Pedro é um menino tranquilo, alegre, observador e carinhoso. Nos atendimentos na sala de Recursos é de modo geral motivado e participativo.
Participa de todas as atividades propostas com entusiasmo.
Gosta de chamar a atenção com sapequices, ou seja, andando de forma diferenciada, jogando seus pertences no chão ou dando risadas involuntariamente.
Apresenta dificuldades na coordenação motora, consegue escrever o seu nome sem auxílio do crachá, mas escreve as letras do seu jeitinho(escrita tremida).
A verbalização também é comprometida, quando tenta dizer algo a nós que não entendemos fica muito nervoso.
Durante os atendimentos, percebi que demonstra interesse e habilidades nos desenhos,nas atividades com pintura,nos recortes com a tesoura e colagem.
Observei que o mesmo tem muita dificuldade para assimilar o que aprende, esquece com muita facilidade mas, é esforçado e quer aprender
A atividade proposta a todos os alunos da escola foi a pintura em tela para exposição.
Devido a dificuldade na coordenação motora, para Pedro fica muito difícil o manuseio dos pincéis finos convencionais, portanto, foi necessário realizar a adaptação com espuma entorno do pincel, este material foi confeccionado na Sala de Recursos.
A pintura foi realizada na sala de aula do Pedro com sua professora do Ensino regular. Neste dia, eu assisti todo o processo da pintura e manuseio do material.
Para a comunicação foi elaborada uma pasta de comunicação Aumentativa e alternativa no qual acrescentei alguns novos símbolos PECS - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System), pranchas sugeridas através do site http://pecsemportugues.blogspot.com/ indicado pelo curso de Tecnoloias de Informação e Comunicação Acessíveis o qual estou participando.
Juntos, procuramos as figuras que ainda não possuía em sua pasta, salvamos no paint,recortamos,colamos no Word e imprimimos. Ele mesmo colocou as folhas na pasta. Esta pasta acompanha o aluno em todos os lugares.
Para essa atividade pude utilizar o engrossador de espuma para o pincel e também os símbolos PECS - Sistema de Comunicação por Figuras (Picture Exchange Communication System), para a pasta de comunicação Aumentativa e Alternativa.
Não houve dificuldade, ele manuseou com interesse e curiosidade o pincel.
Ficou muito animado em procurar os desenhos no computador da Sala de Recursos e quando encontrávamos um desenho que ainda não possuía, apontava e verbalizava um som.
Foi um sucesso! Uma vez que ele pode fazer traços mais firmes e melhor coordenados,o quadro está exposto na parede do pátio da escola.
Para a pasta de Comunicação Aumentativa e Alternativa será um trabalho permanente, conforme aparecem novos contextos, acrescentaremos mais figuras.
Pedro já está apontando para a figura quando ele precisa ir ao banheiro, escovar os dentes, o que acontece em sua família etc. Conforme a orientação da Fonoaudióloga mesmo com o apontamento das figuras representando o que quer dizer, também devo pedir para ele repetir pausadamente a minha pronúncia , assim estimular o desenvolvimento da sua oralização.
Para Pedro, embora é pouco tempo no Atendimento e o trabalho é recente, percebo que ele vê as imagens como algo importante para se comunicar, pois está virando hábito, entrar na sala e já buscar a sua pasta. Ele a leva para a sala de aula, passeios e para as consultas médicas.
Foram atividades muito prazerosas e interativas, com o diferencial de estar oferecendo ao Pedro materiais que lhe permitirá melhor participação em tudo o que é proposto.
Entendo que nesta atividade foi permitido a essa criança ir além de sua limitação, produzir algo que se aproximou das criações de seus colegas. Eu e ele pudemos vivenciar que é possível participar. Houve respeito e inclusão no momento que Pedro recebeu um material que lhe permitiu realizar a mesma tarefa que outros colegas. Foi gratificante.
A pasta de Comunicação Aumentativa e Alternativa facilitou no entendimento do que o aluno quer dizer e evitou os comportamentos irritados quando ocorria o contrário.
Com tudo isto, percebo, que colaborei na efetivação do objetivo da Tecnologia Assistiva, que é proporcionar à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade.
Os avanços de Sarah...
A Sarah é uma menina de 13 anos, linda e observadora . É uma aluna com Deficiência Intelectual e que apresenta agitação constante e insegurança no que é capaz de produzir. É muito frequente falar que não consegue fazer e solicitar auxílio.
Gosta de desenhar mas, não muito de colorir; possui uma ótima caligrafia bastão e está desenvolvendo a escrita cursiva ,as quais está escrevendo com o auxílio do alfabeto (com os 4 tipos de letras) confeccionado como recurso.
Nos atendimentos, ela destacou a vontade de ler. Realiza leitura de algumas palavras com sílabas simples.
Após começo do acompanhamento na sala de recursos, ela se sente mais segura e capaz de escrever palavras além das quais tem memorizado. Antes desse acompanhamento, apresentava sérias dificuldades em apresentar as atividades e principalmente de interação com todos na escola, sempre agitada e às vezes até agressiva. Com os atendimentos na Sala de Recursos a aluna está se conscientizando que é capaz, através de atividades que exploram o que ela realiza com maior facilidade, conforme as suas conquistas aumento o grau de dificuldade que são as sílabas novas e ela desenvolve , estas atividades estão muito satisfatórias pois percebo o seu entusiasmo, a sua atenção e também sua evolução.
Atualmente encontra-se mais segura e disposta à participar de tudo o que é proposto nos Atendimentos e na Sala de aula.
Ela até realizou recentemente uma apresentação da História Chapeuzinho Vermelho e saibam que arrasou no papel de Chapeuzinho.
O que muda não é o desafio e sim o olhar.
Trabalhar com a inclusão é um desafio para os docentes e para escola de modo geral, que necessitam criar meios para aprender a trabalhar nessa perspectiva. Assim, o professor cuja função é ensinar, tem também a necessidade de aprender É assim que acontece: cada dia é um e as oportunidades são únicas. É estar disposto a descobrir o outro e a si mesmo e desprender-se de si. É lembrar sempre que o importante não é como você quer ensinar, mais sim como eles conseguem aprender. É reinventar, todos os dias, um jeito de ensinar. Aí está o gostoso da educação inclusiva Cada criança pensa e age de forma diferente, o que exige compreensão de que a forma de trabalhar com cada um também precisa ser diferenciada. Nesse sentido, a prática auxilia no olhar do professor sobre seus alunos, identificando as necessidades e desejos de cada um. Assim, a prática surge para o professor como elemento fundamental na competência para ensinar a todos.
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Olá, colega Olívia e turminha!
ResponderExcluirFoi um imenso prazer conhecer o blog de vocês.Que trabalho bonito realizas com teus alunos.
Um beijinho a todos aí da turma da Sala de Recursos daqui.
Miriam Dullius
Oi Olívia quanto tempo, tudo bem?
ResponderExcluirParabéns pelo trabalho maravilhoso e que continue sempre assim...
Abraços
Flávia